terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Gabii...
Saudade das conversas sem pressa, dos risos incontidos, das bobagens ditas de forma única, , dos problemas divididos, das alegrias compartilhadas, dos cafés da manhã com bolachas de água e sal e manteiga, que na sua simplicidade me revelava a essencia da felicidade, das verdades de quem confessa uma vida inteira, onde o trabalho e a vida se misturam, e as alegrias não esperam fins de semana! Ah... se pudesse me perderia eternamente naquele tempo...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Tati...
De cutucões, puxões de cabelos, assuntos idiotas com frases por terminar, assim nasceu nossa apatia...
... De um grupo de escola contra a vontade, de um resultado insatisfatório, de um trabalho porcaria, de muitos sorrisos e da descoberta de pontos em comum, dos teatros romanescos, dos apelidos de mau gosto, assim continuou as coisas...
... De um problema de família, do consolo que não se esperava, de uma mão apelidada que segurou a outra com firmeza, de uma prova bem difícil, da solução almejada, assim cresceu o companheirismo...
... Da paixão pela leitura, dos tombos dos livros da biblioteca da escola, da troca de idéias para trabalhos, das fugas da sala de aula, do plantio de flores nas aulas de ciências, assim a curiosidade tomou conta...
... Do medo do novo, do “se sentir sozinho”, de não querer tudo compartilhar, da angustia dos dias de “cara-virada”, do ciúme escondido, assim a primeira discussão, briga e distância...
... De um dia normal, de pessoas empurrando, de lágrimas e palavras, de uma conversa inevitável, de um pedido de desculpas, assim a primeira reconciliação...
... De risadas, puxões dos pelos dos braços, de visitas, de tardes no parquinho, de chocolates, de troca de livros e segredos, de danoninho, palavras inteiras e frases complexas, de negrescos, sorvetes e saudades, assim nossa amizade...
... Do tempo, da distância, da entrega, da espera, assim nosso jeito de amar!
Ah... As tardes de domingo... Sem ela não teriam sido as mesmas!
Fafá...
A menina dos sonhos, com quem dividi parte da infância, toda a adolescência e dividirei a vida, ainda por vir...
A que sentará ao meu lado nos dias de angustia a me fazer sorrir. Ela dividirá comigo muitos chás nas tardes, ainda que no verão, frente à praia na casinha lilás com persianas brancas, onde falaremos das piadas do amor da meninice, dos romances secretos, dos disparates do dia-a-dia, dos risos, dos medos, das caras emburradas, das barracas armadas na sala com cadeiras e lençóis, das gravações das bobagens de outrora, da musica popular brasileira ao ritmo do balanço de ferro debaixo do abacateiro, das correspondências na sala de aula, das colas de matemática, da saudade disso tudo...
... Nesses dias veremos o quão bom foi sonhar juntas, e de que forma foi nos dado a realidade que sonhamos!
A ela o amor que não se mede, a ela uma parte de mim, guardada, decorada a seu modo, e velada. A ela o meu sorriso!
Gi...
...Há quanto te conheço, há tanto sinto saudades das loucurinhas de meninas, sei que o tempo já não volta, mas ainda assim não evito sentir a ausência... Fostes uma das minhas formas de crescer!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A minha vó...

Toquinho de gente...

...Lembro-me das vezes em que me pendurava na porta da cozinha e me balançava, pra lá e pra cá, e logo vinha o grito:

- Pera lá toquinho de gente, se eu te pego...

E dois sorrisos se abriam... O meu e o dela!

De um lado o sorriso de quem briga para evitar um desastre e do outro o de quem quer provacar, ainda que na mais puro inocência!

Saudades dela, da minha avó... Hoje ela vive onde meus braços não a alcançam mais...

(mÁrgOrII)